quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Corticóides - Efeitos Colaterais nos olhos

Os corticoesteróides são medicamentos antiinflamatórios potentes usados em diversas doenças como artrite reumatóide e outras doenças reumáticas, asma e outras doenças pulmonares, alergias, inflamações diversas, transplantes e após algumas cirurgias. Os corticóides mais usados na práticas médica são prednisona, prednisolona, hidrocortisona, dexametasona, metilprednisolona e beclometasona (via inalatória).

Em oftalmologia também são medicamentos muito usados em quadros como uveítes, em algumas conjuntivites e em pós operatórios. Em oftalmologia, os corticóides utilizados na forma de colírios são a prednisolona e a dexametasona.

Esses medicamentos são muito potentes e para certas doenças são a melhor e as vezes única opção de tratamento mas também apresentam muitos e importantes efeitos colaterais

No olho dois desses efeitos colaterais são muito importantes: catarata e glaucoma.

A catarata é uma doença que causa diminuição progressiva da visão e necessita de cirurgia para sua correção. Os corticóides podem causar um tipo de catarata chamada subcapsular posterior que é uma catarata de progressão rápida.

Tanto os corticóides usados por via oral, usados por via nasal (spray nasal para asma ou bronquite) ou como forma de colírios podem causar a catarata.


O glaucoma é uma doença que apresenta aumento da pressão ocular e lesa o nervo óptico causando uma cegueira irreversível se a pressão não for tratada. O uso dos corticóides causa aumento da pressão ocular podendo levar ao glaucoma. Muitas vezes a pressão ocular volta ao normal após o paciente interromper o uso dos corticóides mas em raros casos a pressão ocular pode continuar elevada, necessitando o uso de alguns colírios específicos para abaixar e controlar a pressão ocular.

Da mesma forma que na catarata, todas as formas de administração dos corticóides (oral, spray nasal e colírios) podem aumentar a pressão ocular.

Vale ressaltar que só algumas pessoas vão apresentar esses efeitos colaterais e que esses efeitos dependem do tempo de uso e da dosagem usada. Quanto mais tempo usar, mais chance de desenvolver esses efeitos colaterais.

Caso você use corticoesteróides, não interrompa o uso sem antes conversar com seu médico. Mas converse com ele sobre esses possíveis efeitos colaterais (que ele logicamente sabe que existem) e veja se há outra medicação que possa ser usada.

E o mais importante: Não pratique automedicação. Diversos colírios usados popularmente contém corticóides e podem fazer mais mal do que bem.

Os corticoesteróides tem muitos outros efeitos colaterais sistêmicos (em outros órgãos que não o olho). Já disse que esses medicamentos quando usados por via oral ou spray nasal podem causar os efeitos colaterais no olho mas o contrário é muito difícil de acontecer. Ou seja, usar colírios de corticóides dificilmente causarão efeitos colaterais sistêmicos.

Para saber mais sobre o uso e os efeitos colaterais sistêmicos dos corticóides clique aqui

fonte:

http://www.medicodeolhos.com/2010/04/corticoides-efeitos-colaterais-nos.html (ver sessão de perguntas e respostas logo abaixo do texto)

Plano de saúde usa SUS para não pagar medicamento caro

Planos de saúde têm empurrado seus segurados ao SUS para buscarem remédios ou procedimentos que deveriam ser cobertos por eles. A informação é da reportagem de Cláudia Collucci publicada na edição desta terça-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Cinco usuários de diferentes planos de saúde confirmaram a prática à Folha. O Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) também já registrou queixas sobre isso. O caso mais recente envolve a Porto Seguro Saúde e um empresário paulista da área têxtil, D.L., 52, que sofre de artrite reumatoide.

Há três anos, o plano cobre o tratamento com a droga Remicade (infliximabe), aplicada na veia. Ele fica uma noite internado para isso. Há um mês, porém, a Porto informou, por e-mail, que não cobriria mais o remédio e o orientou a buscá-lo no SUS --o frasco de 100 ml custa R$ 4.000. A cada dois meses, L. usa cinco frascos.

Segundo a advogada Daniela Trettel, do Idec, pela lei, toda medicação que exige internação para ser administrada deve ser fornecida pelo plano de saúde. A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) também confirma a informação.

OUTRO LADO

Por meio de nota, a Porto Seguro Saúde confirmou que encaminhou o segurado D.L. para buscar a medicação no SUS. Diz que a empresa "tem como política sempre oferecer soluções e alternativas viáveis" aos seus segurados.

"Há anos existe um programa regular estatal de fornecimento de medicamentos de alto custo à população. Quando um tratamento não tem cobertura pelo rol da ANS, orientamos sobre a existência deste serviço."

Questionada sobre o motivo que a levou a ressarcir a medicação por três anos, a Porto alega que uma nova resolução da ANS definiu a não cobertura a droga. Mas, na lista de procedimento excluídos pela ANS, não consta o Remicade.

Procurada novamente ontem à noite, a Porto Seguro não respondeu.